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“It takes great generosity to accept generosity, far more than it does to give, so for many of us it is very hard to do. But you must keep in mind that it isn’t possible to find yourself in yourself. We find ourselves in others, and in loving and caring for them, we love and care for ourselves. So if taking care of each other is what makes us human, we must share the privilege.”
Merle Shain
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Pinocchio e Metafísica

Bethânia:

Pinocchio: I can move! I can talk! I can walk!

The Blue Fairy: Yes, Pinocchio. I’ve given you life.

Pinocchio: Why?

The Blue Fairy: Because tonight Geppetto wished for a real boy.

Pinocchio: Am I a real boy?

The Blue Fairy: No, Pinocchio. Prove yourself brave, truthful and unselfish and someday you will be a real boy.

Igor:

hahah

Parece legal

Bethânia:

hahaha

sim…a coisa fica melhor qdo ele deixa de ser marionete e passa a conviver com o grilo falante ! o.O

Igor:

To preparando um discurso pra segunda-feira

Vou apresentar meu projeto pro núcleo acadêmico.

Acho que vou ler um pouco aqui

Metafísica

Bethânia:

Nossa! Nada como ter 20 anos!
Eu vou continuar no Pinocchio. =P
ehehehe

Igor:

Bom, se entendemos metafísica como a tentativa de uma fundamentação, ou busca pela essência, do Ser, sendo esse tudo que existe no mundo, cabe a pergunta
O que daria a essência à vida do Pinocchio?
O que fundamentaria a vida dele?

Bethânia:

Livre arbitrio, responsabilidade, escolhas…?

Igor :

hahaha Deve ser isso mesmo.

Bom, agora vou indo!

Se cuida meu bem…
Foi ótima a nossa conversa! 🙂

Bethânia:

Se cuida, seu lindo! 🙂
banoite
beijos

O mundo é dos azarados….persistentes

Em 1815, um jovem alemão chamado Max Planck estava decidido que ia dedicar sua vida a física, mas foi fortemente desaconselhado, pois segundo se pensava na época, não havia mais nada a ser descoberto e todos os avanços nessa área já haviam sido realizados. Ele não deu ouvidos e descobriu um processo da física denominado de entropia, mas, para o “azar” dele, esse processo já havia sido descoberto e publicado por Gibbs. A primeira esposa de Planck faleceu e seu filho mais novo foi morto na guerra no mesmo ano, em 1909. Ele tinha também 2 filhas gêmeas que adorava, mas uma delas morreu no parto de seu primeiro filho. A outra filha gêmea foi cuidar do sobrinho e se apaixonou pelo marido viúvo da irmã. Eles se casaram e 2 anos depois, Plack perdeu a outra filha tmb, no parto. Em 1944 uma bomba dos aliados caiu em cima da casa de Planck e ele perdeu o registro dos estudos de uma vida inteira. No ano seguinte, seu único filho vivo foi condenado a morte e morto por participar de uma conspiração para matar Hitler. E o que Planck fez? Abriu as portas da física para a teoria quantica e a longo prazo, deu a base de toda a física moderna estudada hoje em dia.

Albert Einstein foi reprovado em sua primeira tentativa de entrar na universidade. Em 1901 ele conseguiu um trabalho temporário como professor de matemática pedagógica na escola secundária Técnica em Winterthur.  Então Einstein, com ajuda de um amigo da família, foi indicado para trabalhar como diretor de um escritório de patentes em Berna, mas acabou contratado apenas como técnico. Enquanto trabalhava neste escritório escreveu diversos artigos de física sem nenhum contato com literatura científica externa. Em 1905, Einstein ganhou uma bolsa de doutorado na Universidade de Zurique, onde trabalhou junto com Max Planck e em 1922 acabou por receber o Prêmio Nobel.  Era judeu, alemão apátrida e azarado…suas descobertas no campo da física contribuíram para o desenvolvimento da bomba atômica. Mas Einstein era também um pacifista sonhador e, em plena Segunda Guerra, conseguiu feitos como  ter uma expedição patrocinada pelos ingleses (leia-se Isaac Newton) para confirmação da teoria da relatividade (que, diga-se de passagem, ocorreu em Sobral, CE, Brasil!!!!) e ainda deu palestras na universidade de Paris! Sim, um alemão, judeu, dando palestras em francês…

J. K. Rowling. passou muitos anos tentando publicar “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Passou por dificuldades financeiras, familiares, sofreu de depressão e, acredite se quiser, não possuía nem um computador em casa, tinha de ir todos os dias em um Cyber Café para concluir sua obra, enquanto que a sua filha “Jessica” dormia em um carrinho de bebê ao seu lado. Tentou publicar em nove das grandes editoras de seu país, mas todas o recusaram, afinal, quem publicaria a história de um bruxinho chamado “Harry Potter”? Depois de muitos anos, tentativas e dificuldades, finalmente, no ano de 1997, J.K. Rowling conseguiu publicar seu primeiro livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal” em uma pequena editora inglesa, chamada “Bloomsbury”. Em 2004, tornou-se a primeira pessoa bilionária, escrevendo livros.

No início da década de 70, um jovem produtor de cinema, George Walton Lucas Jr., escreveu o roteiro de, Adventures of Luke Starkiller, denominado mais tarde “The Journal of the Whills”. A Universal considerou o projeto improduzível. Por fim, a 20th Century Fox produziu o filme, mas a fé do estúdio no projeto não foi muito grande: pagou apenas US$200 mil ao cineasta para dirigi-lo; em troca, Lucas recebeu os direitos das continuações e de merchandising. No fim das contas, “Guerra nas estrelas: uma nova esperança” rendeu US$461 milhões a partir de um orçamento de US$13 milhões, e Lucas construiu seu próprio império e influenciou toda uma geração.

Bom, poderia citar exemplos e mais exemplos…mas acho que está bom para passar a mensagem de que persistência requer otimismo.  Requer acreditar e ser fiel a si mesmo, mesmo quando o mundo em sua volta desaba e as portas se fecham.

Gosto muito de uma frase do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” em que a personagem, desacreditada, diz:

“São tempos difíceis para os sonhadores…”

São, foram e sempre serão!

– Mas nós somos intrépidos, Amélie…porque a vida é muito mais uma questão de probabilidade do que de sorte! 😉

Beijos, Bê

Porque eu sou a favor da HIGIENE

Para  Jean-Jacques Rousseau: “A única parte útil da medicina é a higiene; e esta, mais do que ciência, é virtude.”

Considero o ponto de vista de Rousseau um tanto extremo, até porque, eu mesma, tivesse vivido na época dele, não teria ultrapassado os 22 anos de idade. Se semana que vem completo 28 anos é, sobretudo, pela utilidade da medicina. Mas é fato que,  considerando-se a evolução da ciência em outras áreas, a pesquisa em saúde anda a passos de tartaruga e deixa muito a desejar. Nos últimos anos, gigantes farmacêuticas têm literalmente fechado seus setores de pesquisa e desenvolvimento.  Isso não se aplica as empresas nacionais, uma vez que aqui nunca se fez pesquisa e desenvolvimento de verdade. O máximo que fazemos é tentar copiar as formulações já existentes da melhor maneira possível. Mas, qual a justificativa pra se fechar departamentos que procuram inovação em saúde em um mundo que carece cada vez mais de bem estar?  O principal argumento é que não se consegue descobrir nada de novo que realmente compense os custos em pesquisa, será? É, no mínimo estranho, que a tecnologia tenha avançado tanto e os últimos antibióticos efetivos tenham sido descobertos ainda na década de 50!

Nos últimos anos, outro “ramo” na área da pesquisa farmacêutica começou a se desenvolver, os chamados DDS (Drug Delivery Systems) que aliás, foi impulsionado por Richard Feynman e o advento da nanotecnologia. – Já que não conseguimos descobrir moléculas novas, vamos “direcionar” melhor as que já temos. Esses sistemas chegaram a ser denominados de “Bala Mágica”, mas até agora, nada de realmente relevante foi desenvolvido fora da bancada dos laboratórios.  No final das contas, a nanotecnologia, ficou mais bem adaptada ao ramo da cosmética e da higiene.

Não acredito que a indústria farmacêutica queira manter o mundo doente, para assim, vender mais! Como farmacêutica que trabalha na indústria de medicamentos sei que isso não existe e teoria da conspiração tem limite. Mas, caso assim fosse, quem poderia salvar a medicina dos interesses escusos da indústria seria a Academia…mas aí, inventaram a tal política dos pontinhos (http://www.cartacapital.com.br/economia/morte-por-capes) e, infelizmente, não só aqui no Brasil, a academia se desviou do seu objetivo de descobrir meios de melhorar a qualidade de vida das pessoas para, simplesmente,  publicar muitos artigos (http://slowscience.fr/ e http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2011/aug/29/academic-publishers-murdoch-socialist).  Além disso, a pesquisa em saúde carece, urgentemente, de uma ponte entre o mundo acadêmico  e o mundo “lá fora”. Neste sentido, já existem algumas iniciativas, que tentam quebrar os muros da universidade, como o Innocentive – da Revista Nature –  e o Portal iBridge – apoiado pela Fundação Rockefeller. No Brasil, iniciativas como estas começam a surgir muito timidamente.

É por essas e por outras que eu acredito na PREVENÇÃO. Não na prevenção que remete ao desenvolvimento de super vacinas com manipulação de genes dentro de carreadores supraparamagnéticos, mas sim naquela de medidas simples como lavar as mãos com freqüência. Como na mitologia grega, Higéia – deusa da limpeza e sanidade – era filha de Esculápio – deus da cura – acredito que são os pequenos gestos que, unidos, podem curar o mundo!

SSC – Como tomar um pé na bunda e manter o bom humor

Sábado eu estava me arrumando para ir ao teatro quando o Renato me chamou no msn e me convidou pra escrever pro SSC. Na hora eu fiquei super empolgada e me ocorreram várias idéias bacanas sobre o que escrever.Domingo, eu já não estava gostando da idéia tanto assim e ela já não me parecia nenhum pouco empolgante! Isso porquê, a peça de teatro terminou com eu levanto um belíssimo pé na bunda e o mundo dos solteiros me parecendo um território árido, gélido e cruel! Tudo o que eu não queria, naquele momento, era voltar a estar disponível. Confesso que, há dois meses atrás, eu estava muito bem sozinha fazendo planos no singular e não me imaginando numa relação tão cedo. Mas aí, eu conheço um garoto de riso fácil, olhos brilhantes e com alma de artista…e pronto! Cadê que eu me lembro que tinha prometido a mim mesma que não ia mais me envolver?

E na verdade, acho que essa é a decisão mais irracional que alguém pode tomar. Evitar relacionamentos, com certeza pode nos poupar muita dor de cabeça e sofrimento. Mas também perdemos o melhor da brincadeira. É um comportamento quase infantil, de quem se esconde embaixo da cama e não desce pro play! Tomar um pé na bunda e manter o bom humor é uma missão impossível, por menor que seja o grau de envolvimento, ninguém quer ser rejeitado. Imagina, então, quando o envolvimento é intenso.

De um lado, as mulheres reclamam que os homens não querem compromisso. De outro, os homens fogem de nós como o diabo foge da cruz. E eu não os condeno, até entendo os coitados. Explico, fiz uma listinha no site da Saraiva dos livros destinados às mulheres na arte da captura amorosa, lá vai:

1.Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?
2.Deixe Os Homens Aos Seus Pés – 2ª Ed. 2011
3.Em Busca do Príncipe Encantado
4.O que Toda Mulher Inteligente Deve Saber
5.Por que os Homens Se Casam com as Mulheres Poderosas
6.Homens Gostam de Mulheres que Gostam de Si Mesmas
7.Como Levar um Homem Á Loucura na Cama
8.Por que os Homens Mentem e as Mulheres Choram ?
9.Como Fazer Alguém Se Apaixonar Por Você Em Até 90 Minutos
10.Homens São de Marte; Mulheres São de Vênus
11.Como Ter Uma Segunda Lua de Mel Com o Mesmo Marido
12.Por Que Os Homens Têm Medo de Compromisso
13.Homens que Não Conseguem Amar
14.Socorro! – Me Apaixonei Por um Narcisista
15.Direto Ao Ponto – Como Encontrar, Segurar e Entender Os Homens
16.Mulheres Solteiras Não São de Marte
17.Mulheres de Sucesso Querem Poder … Amar
18.Mulheres Francesas Não Dormem Sozinhas
19.50 Maneiras para Decifrar seu Homem
20.
21.
22. Cansei….mas haviam muito mais!!!!!!

Agora, mulherada, troquemos todos estes títulos do masculino para o feminino. Eu ficaria com medo, a-pa-vo-ra-da! Você não? Vamos parar de tratar os homens como seres desprovidos de sentimentos que podem ser capturados por meio de Manuais. Existe homem cafageste? Óbvio, mas existe mulher piranha também, e daí? Vamos parar de nos colocar na posição de vítimas: pobres mulheres enganadas e ludibriadas, porém providas de táticas militares para conquistar um par?!?

Quanto a mim, apesar dos pesares, vou continuar me entregando, sempre que alguém bacana aparecer na minha vida. Tenho pra mim que o pára-quedas que me faz resistir a tantos tombos e levantar pronta pro próximo voo alto é, diminuir as expectativas…e descer pro play! Ninguém, além de nós mesmos, é responsável por nos fazer felizes.

“Venham até a borda, ele disse. Eles disseram: nós temos medo. Venham até a borda, ele insistiu. Eles foram. Ele os empurrou…e eles voaram.”
(Guillaume Apollinaire)

Botãonês

Falava e gesticulava sozinha quando ainda nem sabia “o poder” das palavras. Quando ainda nem sabia que botões não falam ou, pelo menos, não deveriam falar. Um dia sua mãe perguntou: “Com quem tanto conversa, filha?” E ela respondeu inquieta: “Com os meus botões, mãe! Com os meus botões!”, como quem não quer perder parte alguma de um debate importante. E quando os botões não falavam lhe faziam agradável companhia. Houvera aprendido a distinguir silêncios. Os próprios botões lhe ensinaram que havia silêncios de dois tipos: os que ecoavam coragem e os que refletiam covardia! Por vezes, até pensava que quando crescesse ia ser professora de “botãonês” e ensinar as pessoas a ouvirem seus botões. Podia inclusive desenvolver algum método de ensino de “botãonês” em braile, para aqueles que não os ouvem porque nem sequer os vêem.  Então pensou na possibilidade de haver pessoas que não entendem a linguagem do tato! Suspirou cansada e decidiu convicta: não ia crescer!

“Adultos são crianças obsoletas.” Dr. Seuss  (:

“Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida”

-Gonzaguinha-

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Geração Adaptação

Há um tempo atrás o Renato Andrade pediu meu depoimento sobre a Geração Y no Blog Foco em Gerações. O tema era: “Qual a dica que a geração Y daria para as empresas e seus administradores?” e eu escrevi o seguinte: 

“Se eu pudesse dar uma dica para as empresas e seus administradores de como lidar com a geração Y seria: apresentem um plano de carreira conciso. Quais são as metas a serem alcançadas? Quais as perspectivas para cada meta alcançada? A geração Y é tida como imediatista; porém, se as regras do jogo ficarem claras, essa ansiedade pode ser contornada! Somos a força de trabalho das empresas dos próximos anos e queremos crescer JUNTO a elas. Temos uma grande capacidade de nos adaptarmos ao ambiente, e se temos muito a aprender com a Geração X, essa, com certeza, pode estar perdendo de aprender conosco sobre como se adaptar rapidamente. Mais flexibilidade e comunicação. Afinal, logo atrás da geração Y, vem a geração Z!” (Diretamente do Facebook, geração Y dá dicas a empresas e seus gestores – 18/02/2011)

Ontem o Renato perguntou, através de um post, no fórum de discussão do Facebook, se alguém sabia de algum vídeo novo sobre Geração Y. Então, lá vai a minha sugestão:

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É, não é um vídeo sobre Geração Y propriamente e também não é novo (2005). Trata-se do trailer do filme Tudo Acontece em Elizabethtown, de Cameron Crowe.  Explico: o filme começa com Drew (personagem de Orlando Bloom) sendo demitido por causar um prejuízo de 1 bilhão de dólares (sim, eu disse bilhão!!!) a uma empresa de tênis. O projeto que ele trabalhou a vida inteira se consolida em um verdadeiro FIASCO! Enquanto segue para sala do chefe, afim de consumar a demissão, Drew recorda de  todos os sacrifícios que fez para chegar até ali: Natais longe da família, madrugadas viradas trabalhando,  aniversários não comemorados…tudo isso pelo tão almejado $uce$$o profi$$ional. E apesar de todo o esforço empreendido por Drew, ele fracassa! Pra completar, seu pai morre e aí ele se vê obrigado a PARAR e pensar. E dentre várias conclusões, Drew se dá conta que: No true fiasco ever began as a quest for mere adequacy.

Essa semana me deparei com o livro ADAPT, do “economista disfarçado” que escreve para o  Finantial Times, o inglês Tim Hardford.  A chamada do livro (ainda sem tradução para o português) é: “Por que sucesso sempre começa com fracasso?” Por quê? 

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A maioria de nós, jovens incompreendidos da Geração Y, está apenas “seguindo o fluxo”. Começamos a estudar no boom da Era da Informação e, em meio a essa transição, estávamos também preocupados em como conseguiríamos, a princípio, manter o padrão de vida que nossos pais nos deram. Para a Geração Y (e possivelmente para as próximas), não há tempo hábil para PENSAR, assim como houve para Geração X e os Baby Boomers. Em meio a tanta informação disponível, ficou difícil identificar o que gostávamos de aprender/fazer.

Quando eu digo que hoje, por mero fruto do acaso, gosto da profissão que escolhi e tiro prazer do meu trabalho muitos me olham com espanto! Sim, é utopia gostar de trabalhar. Retorno financeiro é tratado como causa da escolha profissional e não como conseqüência natural.  E diante dessa busca insana por recompensa, muita gente se perde, se frustra e fracassa! E é aí que vem a sacada da ADAPTAÇÃO – a experimentação é mais valorizada do que o domínio da teoria porque nos adaptamos (evoluímos) através do Método da Tentativa e Erro,  é empírico, é prático e é simples!

(PARÊNTESES 1: Empírico significa aprender através da experimentação e também da observação das experiências alheias! E observando a experiência de Drew, chegamos a outro ponto explorado pelo autor de ADAPT: não colocar todas as fichas em um único projeto!)

Não é de se surpreender que, alguns dos maiores ícones da nossa geração não são formados como, por exemplo, Steve Jobs e Mark Zuckerberg. Hoje, quem faz graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e cai no mercado de trabalho do mundo corporativo, esperando comitê de boas vindas, toma um choque! Essas pessoas (incluindo eu) ficam atrás dos que têm experiência prática e, muitas vezes, ainda nem se formaram! E nesse aspecto, sentem-se injustiçados! (?) Não há como negar que quem entra e se mantém no mercado mesmo  sem “títulos”, tem talento! Em contrapartida, não se pode ignorar que – quem se prepara tanto antes de “botar a mão na massa”, também está aprendendo através da observação da experimentação alheia! 😉

(PARÊNTESES 2: Steve Jobs é um Baby Boomer e faz parte do final da Era Industrial – Revolução do Silício)

Então, se eu puder agora, dar uma dica para a Geração Y (é, para mim mesma!) e para as próximas, que não é nada original, mas não custa repetir é esta: PAREM e pensem no rumo que estão dando para suas vidas profissionais. O que tem motivado suas escolhas até aqui? Tentem enxergar além do senso comum e em vez de ouvir aos outros, comecem a acreditar e ouvir a si mesmos! Soa romantismo e até piegas, mas requer força e coragem! Não estou sugerindo pra ninguém jogar tudo pro alto e ir viver de alegria numa casinha de sapê! Mas talvez, quem sabe, iniciar projetos paralelos simultaneamente… 😉

Como eu disse no início, esse é o meu enfoque, e seguindo ele, penso que dinheiro passa a ter muito mais valor (literalmente) quando ele significa TAMBÉM reconhecimento por esforço e não APENAS recompensa por sacrifício!

E aí? Concordam? Discordam?

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“Quer namorar comigo?” neurosecoletiva.com.br

Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido.  Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos. Basicamente significa, comprar, jogar fora, comprar. Pois sempre haverá algo melhor a ser consumido e consumir.

Fica cada vez mais claro o link entre o consumo desenfreado dos dias de hoje e o prazo de validade dos relacionamentos (salvos raras exceções). Afirmo isso, analisando os meus amigos mais próximos, ou seja uma amostra de umas 50 pessoas na idade entre 22 a 31 anos. A maioria dos relacionamentos estáveis que eu conheço são longos, ou seja, aqueles que começaram ainda na adolescência, final da década de 90. Tirando esses, quase mais ninguém consegue estabelecer vínculos. Em algum lugar do passado, que eu não sei dizer onde, nem quando e nem porquê, estabelecer vínculo virou sinônimo de acorrentar a alma! Algo extramamente perigoso que deve ser evitado custe o que custar. E além do mais, porque estabelecer vínculo com alguém quando as opções do mercado são tantas? Comprar, jogar fora, comprar. Rápido, fácil e indolor.

Quando foi que a palavra namoro virou sinônimo de terrorismo? Sim, porque se você pronunciar a palavra namoro com um alguém que esteja se envolvendo (conhecendo) essa pessoa vai reagir como se estivesse na frente de uma mulher(homem) bomba!!! A maioria, contudo, nem te dá o privilégio de pensar em namorar, antes disso já vão logo avisando: “Não quero um relacionamento sério! Não quero me envolver!” E eu me pergunto o que aconteceu com o namoro de portão?? Quando o namorar era uma conseqüência que unia duas pessoas que se gostavam e não a causa que separa duas pessoas apaixonadas.

(Parênteses: nAMORar, algumas definições do Aurélio: Procurar inspirar amor a; requestar, cortejar; Inspirar amor a; apaixonar; cativar; atrair, seduzir; Ficar enamorado; possuir-se de amor; apaixonar-se, enamorar-se; Andar em requestos ou galanteios recíprocos; Tomar-se mutuamente de amor; Agradar-se; encantar-se; enamorar-se…)

Falo em pessoas e não em homens, especificamente, porque nós mulheres não podemos nunca ficar pra trás. E tenho ouvido as mesmas histórias tanto dos meus amigOs quanto das minhas amigAs, além claro, das minhas próprias experiências!! O roteiro é sempre o mesmo: Estava tudo bem e, de repente, fulaninho (a) surtou, desaperaceu, apareceu namorando outro (apesar de dizer que não queria um relacionamento), mudou de (no sentido de: assumiu) opção orientação sexual (!!!)…

Relacionamento virou um jogo de esperteza onde quem magoar primeiro vence e salve-se quem puder!!! Estragaram com o jogo da sedução! Honestidade virou sinônimo de ingenuidade e bom mesmo é aquele que tem uma fila de pretendentes correndo atrás. Afinal, com tanta oferta no mercado estar sozinho é  incompetência, ao passo que namorar significa falta de auto-suficiência!!! E pra sobreviver nesse esquema perverso tem que mostrar que o seu passe está valorizado no mercado!!! E aí as pessoas fazem de tudo pra manter a sua FILA grande o suficiente e demonstrar o seu valor!! Não importa que o “zézinho” da fila tenha sentimentos, eu quero é números, quantidade e não qualidade!! Se alguém vai sofrer por mim e ficar aos farrapos, azar, preciso manter a figuração porque não estou dando conta de encantar ninguém como atriz principal!

(Segundo parênteses: estava “ficando” com um querido, aí ele viajou por 5 dias!!! Voltou e me perguntou se eu havida ficado com “outro” nos dias que ele esteva fora. Eu respondi que não, ele reagiu assustado e me perguntou com os olhos arregalados: MAS POR QUE NÃO?????”)

E alguém consegue notar o quanto tudo isso é irracional???? Tudo bem que precisamos de “coisas” pra nos tornarmos mais interessantes na sociedade consumista que vivemos. Então, ipads, iphones, carros, macs, roupas, blackberrys e toda essa quinquilharia de última geração da última coleção podem até ser um plusA+!!! Trazem realmente muita diversão e o mercado precisa se manter aquecido e abastecido de novidades. Mas até que ponto não estamos transferindo o consumismo e essa maldita obsolescência programada para o plano pessoal?

Diante de tudo isso eu resolvi adotar uma estratégia que beira o suicídio conjugal. Mas me recuso a consumir pessoas e me relacionar com objetos. Resolvi ser ESPONTÂNEA e sair fora do esquema! Porque pra mim, enganar (-se) é um jogo ainda mais complicado, pois quem engana não sabe, se não estava enganado! E pessoas, ainda têm mais valor…

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Sincronicidade


A capacidade de se importar e cuidar das coisas e não simplesmente desejá-las é dada pelo pensamento reflexivo. A maneira como nos comportamos frente aos nossos desejos demonstra o que realmente importa e com quais desejos estamos realmente comprometidos. Cuidar é uma maneira de demonstrar o valor que as pessoas têm para nós. O amor é uma forma de cuidado marcada pelo desinteresse e indentificação com os interesses e bem estar do ser amado. Por isso, o amor próprio é a forma mais pura e desinteressada de amor. Você não consegue amar ou se importar com os outros se não se amar primeiro. Então, lembre-se: o que você não cuidar, você corre o risco de perder…e se você não for capaz de amar, vc pode se perder! Cuide-se!

Superficial Girl

Tempos atrás um amigo me chamou de superficial e o primeiro sentimento a emergir foi o de raiva: Eu? Que sempre prezei pelas relações verdadeiras? Que sempre coloquei as pessoas em primeiro lugar? Sendo acusada de ser superficial????

“The truth will set you free, but first it will piss you off.”

Tão certo quanto 2 e 2 são 4 – todas as coisas que nos despertam sentimentos, sejam eles bons ou ruins, só o fazem quando encontram eco dentro de nós. E no fim do dia, depois de relutar, dei razão pra ele.

Sim, eu sou superficial! Não menos verdadeira na minha superficialidade, mas mesmo assim, superficial. Motivos pra justificar o fato de eu deixar que poucos me acessem são muitos, me consomem todos os dedos pra contar.

If I could be who I wanted
If I could be who I wanted all the time…

Ninguém consegue acordar quem finge estar dormindo – um sono tão superficial que nem chega a borrar a maquiagem. Certo mesmo é que, por vezes, se faz necessário deixar alguém entrar, mesmo que só até a porta, acender a luz e iluminar aquele canto escuro dentro de nós que está bem mais aparente do que a gente imagina.  E depois se permitir voltar a dormir e sonhar, sem nunca perder vigilância: pq ainda mais difícil e doloroso do que constatar as nossas falhas é despertar do sono profundo, de uma vida sem questionamentos, daqueles que sonham ser donos das próprias verdades.

Happy New!

happy2013

 

 

É engraçado dizer isso, mas 2012 foi um ano que, definitivamente,
não voou. Pra mim 2012 levou uns 10 anos pra passar! Dizem que
quando a gente é criança a vida passa mais lentamente pq tudo é
novo, todos os dias fazemos descobertas e a medida que vamos
crescendo perdemos a capacidade de atentar aos detalhes e de prestar atenção nas nuances.

Desejo que em 2013 a gente consiga parar um pouco de reclamar desse
novo mundo acelerado-conectado e aproveite melhor a oportunidade de
viver numa época que nos proporciona infinitas descobertas. Desejo
que em tds os dias de 2013 a gente faça/aprenda/se de conta de algo
novo e que assim, a gente inverta o jogo – vivendo tantos anos
quantos forem possíveis em um só!

Feliz Ano Novo!
Feliz Ano de Novo!
Feliz Ano do Novo…
Feliz 2013!

2.0.1.3. segundos

tempo

Leva tempo pra ser leve.

Leva tempo pra rir da vida, pra rir de si mesmo.

Leva tempo pra perder a vergonha de se expor.

Leva tempo pra se importar com o próximo sem se importar com o que ele pensa de você.

Leva tempo pra perdoar, mais ainda pra estender a mão.

Leva tempo pra ser leve.

Leva tempo pra conhecer a si mesmo. Pra admitir seus defeitos e se achar bonito com eles.

Leva tempo pra adquirir auto-confiança, pra ter voz, mais um tanto pra ousar falar.

Deixar de ser platéia e subir no palco pra dançar.

Leva tempo pra entender que mesmo com voz, uns talvez nunca ouçam.

Leva tempo pra ser leve.

Talvez uma vida toda, talvez várias vidas. Talvez a gente aprenda e esqueça tudo várias vezes numa mesma vida.

Leva tempo pra ser leve, leva o tempo todo.

Leva tempo pra deixar de brigar com o tempo, entender que só ele trasforma, muda, melhora.

Leva tempo pra entender que o tempo não leva nada, só nos deixa…mais leves.

Quanto vive o homem, por fim? 
Vive mil anos ou um só?
Vive uma semana ou vários séculos?
Por quanto tempo morre o homem?
Que quer dizer para sempre?
Pablo Neruda.

Coração de Alcachofra

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– Sabe a garota com o copo d’água? O seu ar desligado talvez seja por estar pensando em alguém.

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– Alguém no quadro?

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– Não, um garoto. Com quem cruzou em algum lugar e por quem sentiu uma afinidade.

.
– Em outras palavras, ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.

.
– Humm, Pelo contrário, talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.

.
– E ela? E as suas desordens…quem vai por em ordem?