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Geração Adaptação

03/08/2011

Há um tempo atrás o Renato Andrade pediu meu depoimento sobre a Geração Y no Blog Foco em Gerações. O tema era: “Qual a dica que a geração Y daria para as empresas e seus administradores?” e eu escrevi o seguinte: 

“Se eu pudesse dar uma dica para as empresas e seus administradores de como lidar com a geração Y seria: apresentem um plano de carreira conciso. Quais são as metas a serem alcançadas? Quais as perspectivas para cada meta alcançada? A geração Y é tida como imediatista; porém, se as regras do jogo ficarem claras, essa ansiedade pode ser contornada! Somos a força de trabalho das empresas dos próximos anos e queremos crescer JUNTO a elas. Temos uma grande capacidade de nos adaptarmos ao ambiente, e se temos muito a aprender com a Geração X, essa, com certeza, pode estar perdendo de aprender conosco sobre como se adaptar rapidamente. Mais flexibilidade e comunicação. Afinal, logo atrás da geração Y, vem a geração Z!” (Diretamente do Facebook, geração Y dá dicas a empresas e seus gestores – 18/02/2011)

Ontem o Renato perguntou, através de um post, no fórum de discussão do Facebook, se alguém sabia de algum vídeo novo sobre Geração Y. Então, lá vai a minha sugestão:

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É, não é um vídeo sobre Geração Y propriamente e também não é novo (2005). Trata-se do trailer do filme Tudo Acontece em Elizabethtown, de Cameron Crowe.  Explico: o filme começa com Drew (personagem de Orlando Bloom) sendo demitido por causar um prejuízo de 1 bilhão de dólares (sim, eu disse bilhão!!!) a uma empresa de tênis. O projeto que ele trabalhou a vida inteira se consolida em um verdadeiro FIASCO! Enquanto segue para sala do chefe, afim de consumar a demissão, Drew recorda de  todos os sacrifícios que fez para chegar até ali: Natais longe da família, madrugadas viradas trabalhando,  aniversários não comemorados…tudo isso pelo tão almejado $uce$$o profi$$ional. E apesar de todo o esforço empreendido por Drew, ele fracassa! Pra completar, seu pai morre e aí ele se vê obrigado a PARAR e pensar. E dentre várias conclusões, Drew se dá conta que: No true fiasco ever began as a quest for mere adequacy.

Essa semana me deparei com o livro ADAPT, do “economista disfarçado” que escreve para o  Finantial Times, o inglês Tim Hardford.  A chamada do livro (ainda sem tradução para o português) é: “Por que sucesso sempre começa com fracasso?” Por quê? 

……………………………….

A maioria de nós, jovens incompreendidos da Geração Y, está apenas “seguindo o fluxo”. Começamos a estudar no boom da Era da Informação e, em meio a essa transição, estávamos também preocupados em como conseguiríamos, a princípio, manter o padrão de vida que nossos pais nos deram. Para a Geração Y (e possivelmente para as próximas), não há tempo hábil para PENSAR, assim como houve para Geração X e os Baby Boomers. Em meio a tanta informação disponível, ficou difícil identificar o que gostávamos de aprender/fazer.

Quando eu digo que hoje, por mero fruto do acaso, gosto da profissão que escolhi e tiro prazer do meu trabalho muitos me olham com espanto! Sim, é utopia gostar de trabalhar. Retorno financeiro é tratado como causa da escolha profissional e não como conseqüência natural.  E diante dessa busca insana por recompensa, muita gente se perde, se frustra e fracassa! E é aí que vem a sacada da ADAPTAÇÃO – a experimentação é mais valorizada do que o domínio da teoria porque nos adaptamos (evoluímos) através do Método da Tentativa e Erro,  é empírico, é prático e é simples!

(PARÊNTESES 1: Empírico significa aprender através da experimentação e também da observação das experiências alheias! E observando a experiência de Drew, chegamos a outro ponto explorado pelo autor de ADAPT: não colocar todas as fichas em um único projeto!)

Não é de se surpreender que, alguns dos maiores ícones da nossa geração não são formados como, por exemplo, Steve Jobs e Mark Zuckerberg. Hoje, quem faz graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e cai no mercado de trabalho do mundo corporativo, esperando comitê de boas vindas, toma um choque! Essas pessoas (incluindo eu) ficam atrás dos que têm experiência prática e, muitas vezes, ainda nem se formaram! E nesse aspecto, sentem-se injustiçados! (?) Não há como negar que quem entra e se mantém no mercado mesmo  sem “títulos”, tem talento! Em contrapartida, não se pode ignorar que – quem se prepara tanto antes de “botar a mão na massa”, também está aprendendo através da observação da experimentação alheia! 😉

(PARÊNTESES 2: Steve Jobs é um Baby Boomer e faz parte do final da Era Industrial – Revolução do Silício)

Então, se eu puder agora, dar uma dica para a Geração Y (é, para mim mesma!) e para as próximas, que não é nada original, mas não custa repetir é esta: PAREM e pensem no rumo que estão dando para suas vidas profissionais. O que tem motivado suas escolhas até aqui? Tentem enxergar além do senso comum e em vez de ouvir aos outros, comecem a acreditar e ouvir a si mesmos! Soa romantismo e até piegas, mas requer força e coragem! Não estou sugerindo pra ninguém jogar tudo pro alto e ir viver de alegria numa casinha de sapê! Mas talvez, quem sabe, iniciar projetos paralelos simultaneamente… 😉

Como eu disse no início, esse é o meu enfoque, e seguindo ele, penso que dinheiro passa a ter muito mais valor (literalmente) quando ele significa TAMBÉM reconhecimento por esforço e não APENAS recompensa por sacrifício!

E aí? Concordam? Discordam?

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5 Comentários
  1. Nossa, estou em várias referencias!
    eu adorei este filme, mas quando assisti não tinha este conhecimento sobre geração Y e tal… valeu recordar…. vou passar na locadora!

    Falo com vc em breve

    • hehehehe

      eeeee! Mais alguém que gostou desse filme! \o/
      Na verdade eu fiz um link largo!
      Mas todo mundo só vê o filme pelo ângulo da comédia romântica, que pra mim é secundária! 😉
      Bjo t+

  2. Esse post me deu várias idéias.

    Tks, Bê!

  3. Mil permalink

    Bê, primeiro eu tenho que dizer (agora para o mundo, via blog, rsrsrs…) que eu sou muito feliz em ter você como uma GRANDE AMIGA!!!!! PARABÉNS pela iniciativa! Arrasou!!!!

    Seus comentários me fizeram lembrar quando, aos 22 anos, decidi trancar um curso superior pela metade, em uma faculdade particular… Vi naquele semestre, quando chegou a primeira prática, que não queria fazer aquilo no meu futuro! Joguei pro alto, fui pra um cursinho, e me lancei o desafio: ou passa agora numa federal, ou vai trabalhar! Ainda bem que fui focada o suficiente, e consegui atingir meu objetivo. Mas sobre o curso que escolhi (o mesmo do seu! rsrs…), escutei da minha mãe diversas vezes: “não se vive só se paixão por profissão!!! Vá estudar pra concurso que é melhor!”, e eu sempre rebatendo, sendo tachada como “sonhadora”!!! Sim, sempre fui, e sempre serei! Isso é motivo de motivação constante!!!!

    Há uns anos atrás li uma reportagem do Jô, numa revista que já não lembro qual… Perguntaram a ele algo sobre ser rico… E ele disse que nunca trabalhou com humor pensando em dinheiro, até porque na época em que começou as coisas nesta área eram bem mais complicadas, mas que o dinheiro foi uma consequência dele fazer o que gostava. Como se dedicava, principalmente porque gostava do que fazia acabou sendo recompensado! E aquilo me marcou muito mesmo! Até hoje, sempre lembro disso! Assim, sempre procuro dar o meu melhor nas coisas que me proponho a fazer!

    A capacidade de nos adaptarmos a diferentes ambientes com mais facilidade e a vontade de aprender com os mais experientes devem SIM ser alvo de atenção e valorização! Tem muita gente boa procurando uma orpotunidade!!!!

    Bjo pra ti!!!!

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