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Botãonês

23/08/2011

Falava e gesticulava sozinha quando ainda nem sabia “o poder” das palavras. Quando ainda nem sabia que botões não falam ou, pelo menos, não deveriam falar. Um dia sua mãe perguntou: “Com quem tanto conversa, filha?” E ela respondeu inquieta: “Com os meus botões, mãe! Com os meus botões!”, como quem não quer perder parte alguma de um debate importante. E quando os botões não falavam lhe faziam agradável companhia. Houvera aprendido a distinguir silêncios. Os próprios botões lhe ensinaram que havia silêncios de dois tipos: os que ecoavam coragem e os que refletiam covardia! Por vezes, até pensava que quando crescesse ia ser professora de “botãonês” e ensinar as pessoas a ouvirem seus botões. Podia inclusive desenvolver algum método de ensino de “botãonês” em braile, para aqueles que não os ouvem porque nem sequer os vêem.  Então pensou na possibilidade de haver pessoas que não entendem a linguagem do tato! Suspirou cansada e decidiu convicta: não ia crescer!

“Adultos são crianças obsoletas.” Dr. Seuss  (:

“Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida”

-Gonzaguinha-

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From → Divagações

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