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O mundo é dos azarados….persistentes

13/11/2011

Em 1815, um jovem alemão chamado Max Planck estava decidido que ia dedicar sua vida a física, mas foi fortemente desaconselhado, pois segundo se pensava na época, não havia mais nada a ser descoberto e todos os avanços nessa área já haviam sido realizados. Ele não deu ouvidos e descobriu um processo da física denominado de entropia, mas, para o “azar” dele, esse processo já havia sido descoberto e publicado por Gibbs. A primeira esposa de Planck faleceu e seu filho mais novo foi morto na guerra no mesmo ano, em 1909. Ele tinha também 2 filhas gêmeas que adorava, mas uma delas morreu no parto de seu primeiro filho. A outra filha gêmea foi cuidar do sobrinho e se apaixonou pelo marido viúvo da irmã. Eles se casaram e 2 anos depois, Plack perdeu a outra filha tmb, no parto. Em 1944 uma bomba dos aliados caiu em cima da casa de Planck e ele perdeu o registro dos estudos de uma vida inteira. No ano seguinte, seu único filho vivo foi condenado a morte e morto por participar de uma conspiração para matar Hitler. E o que Planck fez? Abriu as portas da física para a teoria quantica e a longo prazo, deu a base de toda a física moderna estudada hoje em dia.

Albert Einstein foi reprovado em sua primeira tentativa de entrar na universidade. Em 1901 ele conseguiu um trabalho temporário como professor de matemática pedagógica na escola secundária Técnica em Winterthur.  Então Einstein, com ajuda de um amigo da família, foi indicado para trabalhar como diretor de um escritório de patentes em Berna, mas acabou contratado apenas como técnico. Enquanto trabalhava neste escritório escreveu diversos artigos de física sem nenhum contato com literatura científica externa. Em 1905, Einstein ganhou uma bolsa de doutorado na Universidade de Zurique, onde trabalhou junto com Max Planck e em 1922 acabou por receber o Prêmio Nobel.  Era judeu, alemão apátrida e azarado…suas descobertas no campo da física contribuíram para o desenvolvimento da bomba atômica. Mas Einstein era também um pacifista sonhador e, em plena Segunda Guerra, conseguiu feitos como  ter uma expedição patrocinada pelos ingleses (leia-se Isaac Newton) para confirmação da teoria da relatividade (que, diga-se de passagem, ocorreu em Sobral, CE, Brasil!!!!) e ainda deu palestras na universidade de Paris! Sim, um alemão, judeu, dando palestras em francês…

J. K. Rowling. passou muitos anos tentando publicar “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Passou por dificuldades financeiras, familiares, sofreu de depressão e, acredite se quiser, não possuía nem um computador em casa, tinha de ir todos os dias em um Cyber Café para concluir sua obra, enquanto que a sua filha “Jessica” dormia em um carrinho de bebê ao seu lado. Tentou publicar em nove das grandes editoras de seu país, mas todas o recusaram, afinal, quem publicaria a história de um bruxinho chamado “Harry Potter”? Depois de muitos anos, tentativas e dificuldades, finalmente, no ano de 1997, J.K. Rowling conseguiu publicar seu primeiro livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal” em uma pequena editora inglesa, chamada “Bloomsbury”. Em 2004, tornou-se a primeira pessoa bilionária, escrevendo livros.

No início da década de 70, um jovem produtor de cinema, George Walton Lucas Jr., escreveu o roteiro de, Adventures of Luke Starkiller, denominado mais tarde “The Journal of the Whills”. A Universal considerou o projeto improduzível. Por fim, a 20th Century Fox produziu o filme, mas a fé do estúdio no projeto não foi muito grande: pagou apenas US$200 mil ao cineasta para dirigi-lo; em troca, Lucas recebeu os direitos das continuações e de merchandising. No fim das contas, “Guerra nas estrelas: uma nova esperança” rendeu US$461 milhões a partir de um orçamento de US$13 milhões, e Lucas construiu seu próprio império e influenciou toda uma geração.

Bom, poderia citar exemplos e mais exemplos…mas acho que está bom para passar a mensagem de que persistência requer otimismo.  Requer acreditar e ser fiel a si mesmo, mesmo quando o mundo em sua volta desaba e as portas se fecham.

Gosto muito de uma frase do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” em que a personagem, desacreditada, diz:

“São tempos difíceis para os sonhadores…”

São, foram e sempre serão!

– Mas nós somos intrépidos, Amélie…porque a vida é muito mais uma questão de probabilidade do que de sorte! 😉

Beijos, Bê

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From → Divagações

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