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Fahrenheit 451

16/10/2012

por 

A “força destruidora de pensamentos” da censura

Sinopse:

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Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem “famílias” com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus “parentes televisivos”, enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. “Fahrenheit 451” é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. Fahrenheit 451 é dividido em três partes: A lareira e a salamandra, A peneira e a areia e O clarão resplandecente. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.

 

Minha opinião:

Imagine um tempo onde as pessoas não se interessam por informação, aprendizado, não têm interesse em serem críticas, não leem, ficam em suas casas na frente da tv, vivendo em um tipo de “reality show”. Parece uma história bem atual, né?  Mas este livro foi publicado em 1953, isso mesmo, a visão que Ray Bradbury tinha do futuro era essa, e ele acertou,  vivemos em um mundo (ou em um país) onde as pessoas vivem uma vida superficial, vazia, e que aceitam de cabeça baixa todo tipo de imposição da mídia.
Guy Montag é um desses caras que se contentam em apenas viver a vida da forma que dizem para ele viver, na verdade da forma que impõe as condições de sua vida. Um bombeiro que diferente dos que conhecemos não serve para conter o fogo, e sim para queimar livros, conhecimento, informação.
Sua esposa, Mildred, passa o dia em frente à tv, na verdade, são telas nas paredes, onde ela fica em uma espécie de reality show com os atores das “novelas”. Mildred e Montag já não têm uma vida amorosa, já nem parecem um casal.
As pessoas estão tão anestesiadas, que uma guerra está acontecendo e ninguém percebe.
Então Montag conhece uma jovem, Clarisse, e ela instiga Montag a pensar, a sair da transe à qual ele se encontra e perceber que a vida é muito mais que queimar livros, sem perguntar, sem questionar o porque, o motivo. Montag começa a querer descobrir o que os livros escondem, o que há de tão precioso para serem queimados e tratados como um mal que necessita ser exterminado.
Sua jornada então tem inicio, e com a ajuda de um grupo de pessoas, Montag descobre a importância que esses livros têm, e passa a deixar de viver a vida alienado, enclausurado, mas também passa a ser perseguido.
O único porém do livro, é o fato da trama ser tão boa que poderia ser muito mais bem aproveitada, mas  não, a obra é pequena, e alguns temas não receberam a devida atenção, mas isso não compromete a ideia por traz de Fahrenheit 451, uma crítica à alienação, aos efeitos da televisão e da mídia, e a falta que a leitura e o conhecimento podem causar para o desenvolvimento de um ser Humano, a obra de Ray Bradburyé incrível e vale muito a pena ser lida.
 
Postado por 
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“A perda dos livros os fez mais nivelados e estreitos. Mais estreitos, pois não possuem o que é mais necessário, uma base real para insatisfação com o presente e consciência de que há alternativas a isto. Eles estão tanto satisfeitos com o que é e desesperançosos por jamais escapar disto (…). Nivelados, porque sem as interpretações das coisas, sem a poesia ou a atividade da imaginação, suas almas são como espelhos, não da natureza, mas do que está ao redor.”

(Allan Bloom)

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