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Orpheus s2

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A vida é agora, aprende!

Não, isso não é propaganda de cartão de crédito. E talvez, pegue os desavisados de surpresa, pois soa como desculpa. Desculpa pra ser leviano com os sentimentos das pessoas…alguém popularizou a imbecil ideia de que quem vive no presente é inconsequente e irresponsável. Ba-le-la!

Na verdade, é  bem o contrário…

Quando você vive o hoje se dá conta que precisa deixar as pessoas com o seu melhor. Quando você vive o agora percebe os detalhes, as nuances, as sombras, o sol e todos os presentes que o presente te traz. Quando você vive agora se dá conta que amanhã não dá tempo de dizer “Eu Te Amo”.

“A vida é agora, aprende!”

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As borboletas vivem em média 15 dias, por isso a vida delas não é contada em horas nem dias – é contada em momentos. E não importa  que elas vivam pouco…importa que elas cumprem seu papel.

Besos =*

Fahrenheit 451

por 

A “força destruidora de pensamentos” da censura

Sinopse:

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Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem “famílias” com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus “parentes televisivos”, enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. “Fahrenheit 451” é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. Fahrenheit 451 é dividido em três partes: A lareira e a salamandra, A peneira e a areia e O clarão resplandecente. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.

 

Minha opinião:

Imagine um tempo onde as pessoas não se interessam por informação, aprendizado, não têm interesse em serem críticas, não leem, ficam em suas casas na frente da tv, vivendo em um tipo de “reality show”. Parece uma história bem atual, né?  Mas este livro foi publicado em 1953, isso mesmo, a visão que Ray Bradbury tinha do futuro era essa, e ele acertou,  vivemos em um mundo (ou em um país) onde as pessoas vivem uma vida superficial, vazia, e que aceitam de cabeça baixa todo tipo de imposição da mídia.
Guy Montag é um desses caras que se contentam em apenas viver a vida da forma que dizem para ele viver, na verdade da forma que impõe as condições de sua vida. Um bombeiro que diferente dos que conhecemos não serve para conter o fogo, e sim para queimar livros, conhecimento, informação.
Sua esposa, Mildred, passa o dia em frente à tv, na verdade, são telas nas paredes, onde ela fica em uma espécie de reality show com os atores das “novelas”. Mildred e Montag já não têm uma vida amorosa, já nem parecem um casal.
As pessoas estão tão anestesiadas, que uma guerra está acontecendo e ninguém percebe.
Então Montag conhece uma jovem, Clarisse, e ela instiga Montag a pensar, a sair da transe à qual ele se encontra e perceber que a vida é muito mais que queimar livros, sem perguntar, sem questionar o porque, o motivo. Montag começa a querer descobrir o que os livros escondem, o que há de tão precioso para serem queimados e tratados como um mal que necessita ser exterminado.
Sua jornada então tem inicio, e com a ajuda de um grupo de pessoas, Montag descobre a importância que esses livros têm, e passa a deixar de viver a vida alienado, enclausurado, mas também passa a ser perseguido.
O único porém do livro, é o fato da trama ser tão boa que poderia ser muito mais bem aproveitada, mas  não, a obra é pequena, e alguns temas não receberam a devida atenção, mas isso não compromete a ideia por traz de Fahrenheit 451, uma crítica à alienação, aos efeitos da televisão e da mídia, e a falta que a leitura e o conhecimento podem causar para o desenvolvimento de um ser Humano, a obra de Ray Bradburyé incrível e vale muito a pena ser lida.
 
Postado por 
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“A perda dos livros os fez mais nivelados e estreitos. Mais estreitos, pois não possuem o que é mais necessário, uma base real para insatisfação com o presente e consciência de que há alternativas a isto. Eles estão tanto satisfeitos com o que é e desesperançosos por jamais escapar disto (…). Nivelados, porque sem as interpretações das coisas, sem a poesia ou a atividade da imaginação, suas almas são como espelhos, não da natureza, mas do que está ao redor.”

(Allan Bloom)

Em resposta ao Geppetto e à Metafísica

“Com todo o valor que possa merecer o que é verdadeiro, veraz e desinteressado: é possível que se deva atribuir à aparência, à vontade de engano, ao egoísmo e a cobiça um valor mais alto e mais fundamental para a vida. É até mesmo possível que aquilo que constitui o valor das coisas boas e honradas consista exatamente no fato de serem insidiosamente aparentadas, atadas, unidas e talvez até essencialmente iguais às coisas ruins e aparentemente opostas.

Talvez! Mas quem se mostra disposto a ocupar-se de tais perigosos “talvezes”? Para isso será preciso esperar o advento de uma nova espécie de filósofos, que tenham gosto e pendor diversos, contrários aos daqueles que agora existem (ele se refere aos metafísicos) – filósofos do perigoso talvez a todo custo. E, falando com toda seriedade, eu vejo esses filósofos surgirem!

Porque quando esbarramos nos talvezes, esbarramos também na constância e na força do maniqueísmo. Como se fossemos capazes de julgarmos…ou capazes de mensurar, afinal, o bem e/ou o mal que nossas ações desencadeiam.

Talvez concorde com o trecho acima de “Além do bem e do mal” do tio “Fred”, talvez também concorde com o “Zyg” quando este diz que liberdade é privilégio para uns poucos que sabem lidar com a insegurança e com a dúvida.

Talvez eu ainda concorde comigo mesma, agora, quando penso que chegamos o mais perto possível de fazer o bem para o outro quando antes, fazemos o bem a nós mesmos….pois mais do que isso, não sabemos distinguir!

Self-consciousness is self-awareness and self-awareness is self-consciousness. ;’)

A pessoa que me deu de presente as estrelas…

Quando te conheci achava que tudo que brilhava no céu podia ser chamado de estrela. Vênus, Júpiter e as Três Marias (!!!)…. Não por ignorar o fato de uns serem planetas, mas sim, por nunca ter prestado atenção na imensidão do universo.

Não que meus conhecimentos sobre os astros tenham avançado muito de lá pra cá, mas já não digo que “Vênus é a estrela mais brilhante do céu e fica à esquerda da Lua, um pouquinho na diagonal!” 😉 De fato, como astronauta que nunca saiu do chão e astronôma que não tem um telescópio, sou uma ótima farmacêutica…e continuo me dando melhor com microscópios.

Não sei se um dia vou conseguir te agradecer por ter aberto essa “janela” pra mim. Até mesmo porque fechamos as portas de nossas vidas um ao outro. Mas espero, sinceramente, que aquilo que te escrevi um dia, que sempre teremos as estrelas sorrindo para nós, continue valendo! =)

Uma música antiga dizia: ”Você sabe tudo sobre a realidade do mercado, e nisso eu admito ser uma negação. Mas, para inventar o que não existe, talvez eu seja melhor do que você… Você tem dinheiro, eu, a sorte de encontrar flores no lixo. Porque, para encontrar o que não existe, talvez eu seja melhor que você.” Então, é melhor deixar pra lá as contas e os números. Você sabe dizer quanto amor tem dentro de si? Um quilo? Um litro? Não sabe, não é? Então esqueça a matemática. Invente o que não existe. Porque o que existe é de todo mundo. Mas, se você conseguir encontrar o que não existe, então tem algo que é só seu. E se alguém mais enxergar o que só você vê, então encontrou alguém que se entregará. As histórias são como pessoas. Não são feitas para ficar sozinhas. Em algum lugar do mundo existe alguém que vive uma história semelhante a sua. É outra metade do livro…Procure-o! Porque não existe nada mais feliz do que duas histórias que se misturam. E as estrelas, quantas são? (Giulia Carcasi)

Ah! Eu já ia esquencendo…Obrigada pelas estrelas!